| La Catrina - Manuel Manilla |
si sepulchrum amicae visitarem,
curas meas aliquantulum forelevatas."
(Meus companheiros me disseram,
que eu poderia encontrar algum alívio da minha miséria,
ao visitar o túmulo de minha amada.)
Ebn Zaiat
No dia de La Catrina, nada melhor do que ascender velas aos mortos e rezar pelos moribundos do nosso cotidiano e de cada centímetro da memória.
Ignorar o inevitável e beber uma boa tequila.
Imagino que em cada um de nós tenha uma espécie de cemitério, onde depositamos aqueles que por ventura esbarramos durante este intervalo, que segundo os entendidos, provavelmente o acaso criou.
Vestir o luto e saldar algum momento perdido qualquer, com uma bela tragada de charuto.
No fim de tudo, ao fim do dia, dormir entre as pernas de alguma piedosa mulher.
"E mais um brinde pra ti, que se foi para este outro mundo, que a mim ainda é proibido!
Salve tua imagem, e teu odor que em outras noites me perdi!
Te encontro durante o sono, quando abraçarmos o esquecimento...
E digo que foi ótimo nunca termos dito "Até que a morte nos separe" ,
afinal mentir para a Morte em um dia ruim, poderia abreviar o que nos restava.
Faríamos pouco de tudo e Ela nos varreria para debaixo do tapete.
afinal mentir para a Morte em um dia ruim, poderia abreviar o que nos restava.
Faríamos pouco de tudo e Ela nos varreria para debaixo do tapete.
Mais um gole e um pequeno verme...
Estou quase lá e logo logo te encontr.............o."
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