quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Caderno de Saramago.

Tenho lido freqüentemente Saramago, quando o leio, eu também o ouço.
As palavras tomam forma e cor no tom da voz dele.
Tanto quanto Fernando Pessoa (este eu aprecio muito mais), Saramago lida com a palavra de uma maneira que a transforma em arte.
Embora eu também as use, observo que escrever é falho ao demonstrar o que há de realmente humano em nós, palavras apenas resumem um pouco de uma imagem ou alguma outra sensação e para mim, limitam-se elas a apenas amontoarem-se umas sobre as outras em linhas.
Diferentemente a isto, estes Escritores as subvertem, tornando-as por fim Arte ou Literatura como preferirem.
Nestas subversões, observo o quanto é impressionante, quando aquilo que se cria, está distante daquilo que podemos conscientemente interpretar e eu é claro, pobremente descrever.

Para quem também o aprecia: O Caderno de Saramago.

2 comentários:

  1. Saramago e outros "subversivos" fazem isso: escrevem dizendo algo, mas o que realmente querem dizer, e dizem, está por trás daquela textualidade, como uma segunda pele, oculta por baixo do que está expresso. Pelo manifesto, se revela o não-dito.

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  2. Em um dos textos, ele discute justamente isto no blog dele.

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