segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

É f...!

Cozinhamos na Província de São Pedro, com a mesma obstinação do gado surrado e secando a lama!
Quando o temporal se aproxima, nos agarramos a esperança de não sermos levados pelo aguaceiro ou o auto morrer à beira da Ipiranga ou afins (isto aqui em Poa).
Mas sobrevivemos bem (pelo menos a maioria), a mais um Janeiro esquizofrênico e ainda tem todo o aguaceiro de Fevereiro por vir..
Mas é isto, a vida no fim do sul, da América do Sul!!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

HPS and again...

 Novamente adentrei a página policial que espirra sangue e  é revestida de chumaços de algodão e esparadrapos que é o HPS, desta vez foi a trabalho. É uma vergonha em todos os sentidos expor população e funcionários a uma estrutura corroída e remendada como aquela. Com o dinheiro que se paga pela saúde deveríamos não ter nada diferente do que um tratamento de primeiro mundo, mas estou no Brasil e no estado mais sugador da União e aí só nos resta rezar mesmo, para não morrermos de infecção ou de uma bala perdida dentro daquele açougue...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Salgar a bu...!

Putz, neste final de semana resolvi fazer parte da tradicional via crúcis ao litoral. Durante o caminho parei em alguns pontos e me deparei com algumas imagens interessantes,  como não tinha onde ficar e havia saído muito tarde pra compensar encontrar onde dormir,  fiz o roteiro por mero passeio (e gasto de gasolina) Tramandaí - Quintão.
Até as dunas de Pinhal a coisa não foi tão ruim,  Magistério não estava muito tétrico, mas Quintão é uma merda. Em todas as praias populares e talvez por causa disto, a principal característica é aglomeração no estilo vida-loca,  imaginava que alguém com uma barriga com umbigo saltado tivesse o bom senso de não usar piercing ou que tatuagens do tipo  "Jesus Te Ama" se restringissem a crentes...
Com tudo que vi, tenho que concordar, ser pobre financeiramente é aceitável, mas de espírito.... PQP....
É um fato, tirando algumas paisagens como o parque eólico de Osório, a lagoa  e as dunas de Pinhal; de Xangrilá até Quintão eu dispenso um novo passeio...
Litoral sem precisar fechar os olhos, ouvidos e as vezes o nariz, só de Torres pra cima,  quando muito....

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

.....Bit



A pane elétrica em Poa, derrubou a velocidade e a estabilidade da rede, portanto pelo menos agora, está um tanto complicado postar qualquer coisa... Além do que estou meio sem assunto.

P.S.: Putz, faz algum tempo que meu nível de tolerância ao mau humor alheio baixou e muito, com o verão mais ainda. Alem de querer estar ao lado de minha copilota que geralmente usa apenas metade do mapa, fico nos vislumbrando a beira mar entre mergulhos e sol. Quando caio na real geralmente tem apenas um parvo ruminando alguma bobagem pra mim....
E o pior de tudo, isto faz parte dos ossos da "profissão".

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Último Post de 2010.

Durante a semana preparativos e planos, hoje acordo as 06:30, tomo meu café, e começo a fazer a mochila e com quase esquecendo da metade me vou a Riozinho.
Chegando e depois de entrevistas um tanto peculiares com seus habitantes, consigo encontrar o caminho. Quando me deparo com o que atualmente é Riozinho, poderia chamar de Valãozinho sem perder nada em significado. Decepções são peculiares onde humanos se aglomeram e o que disse Artaud combina bem com isto:
"Onde há cheiro de merda, existe humanidade." 
Retornamos (eu, Victor e outros seres esperançosos) e na volta tentamos burlar o destino deste dia, indo-nos ao litoral, mas o tempo, o cansaço e o motor do carro imploravam que voltássemos a Poa. De volta, uma cidade vazia, e agora me sinto meio que chapado, para poder sentir mais decepção.

Neste exato ponto da estrada voltamos a Poa depois de 450 km rodados quase que sem parar:


É 2010 teve seus momentos, mas também não foi nada assim muito como na foto.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Por aí..

O pragmatismo agiu durante todo este dia.
Acordar, se manter acordado, almoçar, IPVA, geral na fubica e mais ainda tem por fazer amanhã.
Me falta ainda minha copilota e as coordenadas de um mapa (inteiro de preferência)....


sábado, 25 de dezembro de 2010

Na disposição para amar

Hoje, revendo o filme de Kar Wai Wong  "In the Mood for Love", traduzido no Brasil como "Amor à Flor da Pele" (título que na minha opinião não tem muito a ver com o filme) relembrei de quando o vimos, alguns viciados em happy end saíram indignados pelo final ("-Filme Ruim.." - diziam).
A insistência de negar constantemente prováveis conclusões  em nossas vidas é algo que beira ao tétrico. O vício de sempre sermos paparicados por tudo, de ter uma babá permanente, traz consigo o atestado de alienação constante,  não permitindo viver experiências além do próprio quintal.

Este conto Zen tem um pouco disto:

Apenas duas palavras


Havia um certo monastério Soto Zen que era muito rígido. Seguindo um estrito voto de silêncio, a ninguém era permitido falar. Mas havia uma pequena exceção a esta regra: a cada 10 anos os monges tinham permissão de falar apenas duas palavras. Após passar seus primeiros dez anos no monastério, um jovem monge foi permitido ir ao monge Superior. 
"Passaram-se dez anos," disse o monge Superior. "Quais são as duas palavras que você gostaria de dizer?" 
"Cama dura..." disse o jovem. 
"Entendo..." replicou o monge Superior. 
Dez anos depois, o monge retornou à sala do monge Superior. 
"Passaram-se mais dez anos," disse o Superior. "Quais são as duas palavras que você gostaria de dizer?" 
"Comida ruim..." disse o monge. 
"Entendo..." replicou o Superior. 
Mais dez anos se foram e o monge uma vez mais encontrou-se com o seu Superior, que perguntou: 
"Quais são as duas palavras que você gostaria de dizer, após mais estes dez anos?" 
"Eu desisto!" disse o monge. 
"Bem, eu entendo o porquê," replicou, cáustico, o monge Superior. "Tudo o que você sempre fez foi reclamar!" 

P.S.: Nada me faria mais feliz do que rever minha companhia vestida como a Maggie Cheung neste filme, seria uma imagem para continuar a reviver, até em sonhos. 
Pra ela que um dia talvez  leia: